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Indústria sobe 3,3% em relação a 2024, mas recua no bimestre

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Queda na produção pode refletir em menos empregos e renda

A desaceleração da indústria pode ter reflexos diretos na vida da população. Com menos produção, é comum que empresas reduzam turnos, suspendam contratações ou até realizem demissões. Setores como o de veículos, vestuário e móveis, que estão entre os que mais caíram em maio, empregam muitos trabalhadores e movimentam diversas outras atividades, como transporte e comércio.

O impacto também atinge os pequenos negócios e os trabalhadores informais que dependem da atividade industrial de forma indireta. Menos produção significa menos transporte de mercadorias, menos serviços contratados, menor giro nos centros comerciais e, consequentemente, menor circulação de dinheiro na economia.

A perspectiva para os próximos meses é de crescimento modesto na produção industrial. Analistas do mercado financeiro projetam avanço de cerca de 1,2% para 2025. No entanto, alertam que esse crescimento deve ser mais concentrado em poucos setores e que a maior parte da indústria pode seguir em ritmo lento, especialmente enquanto os juros continuarem elevados.

Além disso, incertezas no cenário fiscal e dificuldades no comércio exterior também influenciam negativamente. Por isso, mesmo com uma leve recuperação no acumulado do ano, a indústria ainda está longe de retomar o fôlego de anos anteriores.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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