O número de empresas em recuperação judicial no Brasil voltou a crescer no segundo trimestre de 2025 e atingiu o maior patamar já registrado desde o início da série histórica, em 2023. Segundo dados do Monitor RGF, 4.965 companhias estavam em processo ativo no período, o que representa um aumento de 1,7% em relação ao trimestre anterior, quando havia 4.881 processos em andamento.

No primeiro trimestre de 2025, a expansão havia sido de 6,9%, percentual bem superior ao registrado agora. Especialistas explicam que esse movimento mostra uma pressão contínua sobre as empresas, mas com uma evolução menos brusca.
Um dos pontos mais preocupantes do levantamento é a situação das empresas que encerram seus processos. Entre as 147 companhias que saíram da recuperação judicial neste trimestre, 29% não resistiram e acabaram decretando falência. Esse dado revela que, para quase um terço das organizações, a aprovação de um plano de recuperação não foi suficiente para garantir a sobrevivência no mercado.
Por outro lado, 58% das empresas que concluíram a recuperação conseguiram voltar às operações normais, fora da supervisão judicial. Já 13% foram baixadas ou ficaram com pendências cadastrais, sendo classificadas como suspensas ou inaptas.


