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Recuperação judicial: quase 30% das empresas que deixam o processo acabam falindo

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O desafio da sobrevivência pós-recuperação

A recuperação judicial é um instrumento previsto em lei que permite às empresas renegociar dívidas com credores e buscar uma reorganização financeira, evitando a falência imediata. Porém, os números mostram que a saída do processo não garante, por si só, a recuperação definitiva. O sucesso depende da capacidade da empresa em aplicar, na prática, as medidas previstas no plano, como cortes de custos, renegociação de contratos e ajustes operacionais.

Segundo especialistas, o cenário econômico atual torna esse caminho ainda mais difícil. O crédito continua restrito, as taxas de juros permanecem em níveis elevados e a instabilidade global aumenta a pressão sobre os negócios. Nessa realidade, apenas companhias que conseguem manter disciplina na gestão do caixa, negociar com clareza e adaptar suas operações rapidamente têm maior chance de atravessar o período crítico.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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