O que dizem os economistas?
Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, os resultados do Caged e da Pnad mostram um mercado de trabalho “ainda bastante aquecido”, mas em trajetória de desaceleração. Ele destaca que embora o Caged ainda gere vagas, o ritmo já começa a perder força.
Para Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG, o que observa nos dados pode ser o prenúncio de alta na taxa de desemprego nos próximos meses, sobretudo no primeiro semestre de 2026.
Gustavo Rostelato, da Armor Capital, acredita que há “perda de tração” induzida pela política de juros elevados, com reflexos mais evidentes a partir de dezembro de 2025 e início de 2026.
A economista Laura Moraes, da Neo Investimentos, chama a atenção para o fato de que a desaceleração formal nas contratações está ocorrendo justamente no setor formal, contrariando a expectativa de que recuos apareceriam antes no trabalho informal.


