Desigualdade regional e condições de trabalho
Os resultados reforçam as diferenças nas condições de trabalho entre os países latino-americanos. Segundo a OIT, mesmo onde há jornadas legais menores, o número de horas efetivamente trabalhadas continua elevado. Isso ocorre porque grande parte dos empregos na região está concentrada no setor informal, onde há menos controle sobre carga horária e remuneração.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 39,6% dos trabalhadores brasileiros atuam na informalidade, o que equivale a 39 milhões de pessoas. Nesses casos, a média de horas semanais tende a ser superior à registrada no emprego formal.
Em países de alta renda da OCDE, como Alemanha e Holanda, a média de jornada semanal gira em torno de 34 horas, o equivalente à cerca de R$ 4.800 por mês, considerando o salário médio de €2.600 (R$ 15.000) e o custo-hora médio de R$ 110. Já no Brasil, o salário médio por hora trabalhada é de R$ 17,90, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).


