O bloqueio europeu e as exigências sanitárias
A medida anunciada pelas autoridades europeias não é imediata, com validade oficial prevista para setembro. O motivo central para a exclusão brasileira reside na suposta ausência de garantias suficientes quanto ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Esta é uma exigência sanitária que o bloco europeu vem endurecendo nos últimos anos como parte de suas políticas de segurança alimentar e sustentabilidade.
Diferente do Brasil, concorrentes diretos na América Latina, como Argentina, Colômbia e México, conseguiram manter suas certificações e permanecem aptos a vender para o mercado europeu. O impacto desta decisão é abrangente, atingindo não apenas a carne bovina, mas também a exportação de aves, ovos, mel, peixes e até animais vivos destinados à produção de alimentos.
Perder este mercado é qualitativamente grave, já que, em 2025, o Brasil movimentou cerca de US$ 1,8 bilhão em exportações de carne bovina para a União Europeia (UE), totalizando mais de 370 mil toneladas.



