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Agronegócio brasileiro enfrenta pressão da União Europeia e risco de sobretaxa da China

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O bloqueio europeu e as exigências sanitárias

A medida anunciada pelas autoridades europeias não é imediata, com validade oficial prevista para setembro. O motivo central para a exclusão brasileira reside na suposta ausência de garantias suficientes quanto ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Esta é uma exigência sanitária que o bloco europeu vem endurecendo nos últimos anos como parte de suas políticas de segurança alimentar e sustentabilidade.

Diferente do Brasil, concorrentes diretos na América Latina, como Argentina, Colômbia e México, conseguiram manter suas certificações e permanecem aptos a vender para o mercado europeu. O impacto desta decisão é abrangente, atingindo não apenas a carne bovina, mas também a exportação de aves, ovos, mel, peixes e até animais vivos destinados à produção de alimentos.

Perder este mercado é qualitativamente grave, já que, em 2025, o Brasil movimentou cerca de US$ 1,8 bilhão em exportações de carne bovina para a União Europeia (UE), totalizando mais de 370 mil toneladas.

Com 43,5% das vendas concentradas no mercado chinês, setor pecuário busca alternativas para evitar a sobretaxa de 55% e o impacto da exclusão da União Europeia | Foto: Reprodução/ Unsplash
Com 43,5% das vendas concentradas no mercado chinês, setor pecuário busca alternativas para evitar a sobretaxa de 55% e o impacto da exclusão da União Europeia | Foto: Reprodução/ Unsplash

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Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

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