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Agronegócio brasileiro enfrenta pressão da União Europeia e risco de sobretaxa da China

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A dependência da China e o risco de tarifação

Enquanto a porta europeia se fecha, o horizonte asiático apresenta desafios estruturais que podem comprometer o fluxo de caixa do setor. A situação atual do comércio com o país asiático revela pontos críticos para a estabilidade do agronegócio:

  • Esgotamento de cotas: A China informou que o Brasil já atingiu 50% da cota de exportação prevista no mecanismo de salvaguarda comercial, dispositivo utilizado para proteger a indústria local chinesa.
  • Concentração de mercado: Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e abril de 2026, a China foi o destino de 43,5% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil, evidenciando uma dependência estratégica perigosa.
  • Crescimento acelerado: O volume vendido ao mercado chinês no primeiro quadrimestre de 2026 apresentou um crescimento expressivo de 28,8% em comparação ao mesmo período de 2025.
  • Risco de sobretaxa: Caso o limite da cota seja integralmente atingido antes do fim do ano, o governo chinês possui autorização para aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre a proteína brasileira poucos dias após o esgotamento.
  • Impacto no cronograma: Analistas de mercado já projetam que esse teto pode ser alcançado entre junho e outubro, o que resultaria em um período de exportações significativamente mais fracas e voláteis no segundo semestre.

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Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

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