IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Agronegócio brasileiro enfrenta pressão da União Europeia e risco de sobretaxa da China

Por

·

Diplomacia e competitividade no agronegócio

O contexto político também desempenha um papel crucial. A decisão europeia surge em um momento de fragilidade para o acordo Mercosul-União Europeia, que iniciou sua vigência provisória justamente neste período.

Para alguns especialistas, a exclusão do Brasil é menos uma questão técnica e mais uma sinalização política aos produtores rurais europeus, que historicamente pressionam seus governos contra a competitividade do agronegócio sul-americano.

Apesar das notícias adversas, o Ministério da Agricultura brasileiro mantém uma postura de defesa do sistema sanitário nacional, destacando seu reconhecimento internacional. O Brasil segue como o maior exportador mundial de proteínas animais, sustentado por uma capacidade de produção em larga escala que poucos países conseguem replicar.

A competitividade global do país permanece alta, mas o momento exige uma recalibragem estratégica para garantir que as questões sanitárias e a diplomacia comercial caminhem juntas, evitando que barreiras técnicas se tornem obstáculos permanentes ao crescimento econômico do setor.

Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade