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Quando a marca sai de cena: o troféu que revela a nova economia do futebol

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O troféu era o mesmo. O que mudou foi o significado

Ao final de algumas partidas da Copa do Mundo de 2026, um detalhe chamou a atenção de quem acompanha a indústria do esporte. Alguns atletas eleitos como Melhores da Partida receberam uma versão neutra do tradicional troféu da FIFA. Sem a marca da cerveja patrocinadora, posaram para as fotos diante de um painel que exibia apenas a identidade visual oficial do torneio.

À primeira vista, a mudança pode parecer discreta. Mas ela evidencia uma transformação profunda na relação entre atletas, patrocinadores e organizadores de grandes eventos esportivos.

Segundo a FIFA, jogadores podem solicitar uma versão do troféu e do painel sem a marca do patrocinador por motivos religiosos ou quando não possuem idade legal para promover bebidas alcoólicas. A medida, adotada inicialmente na Copa do Mundo de Clubes de 2025, foi ampliada para a Copa do Mundo de 2026.

O que antes era tratado como uma exceção tornou-se um protocolo institucional. E esse detalhe ajuda a explicar uma das mudanças mais relevantes na economia do esporte contemporâneo.

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Sobre o autor Ana Paula Garcez

Força impulsionadora para comunicação e relacionamentos no esporte. Jornalista, Produtora de grandes eventos. Filha de mineiro com baiana, nascida em São Paulo e vive pelo mundo.

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