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Quando a marca sai de cena: o troféu que revela a nova economia do futebol

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Quando o atleta vira uma empresa

A origem dessa mudança remonta à Copa da Rússia, em 2018. Após ser eleito o Melhor da Partida contra o Uruguai, o goleiro egípcio Mohamed El Shenawy recusou receber o troféu patrocinado e colocou em evidência um conflito que até então passava despercebido. Ele rejeitou a associação de sua imagem ao patrocinador do prêmio de Melhor da Partida por motivos religiosos. O episódio expôs o choque entre interesses comerciais globais e convicções individuais, levando a FIFA e o patrocinador a buscarem alternativas para respeitar essas situações.

Quatro anos depois, a discussão ganhou um novo contorno. Na Copa do Catar, Kylian Mbappé passou a defender maior controle sobre a utilização de sua imagem comercial. O atacante recusou participar de ações promocionais da seleção francesa envolvendo determinados patrocinadores, movimento que levou a Federação Francesa de Futebol a revisar sua política de direitos de imagem.

Na Copa do Mundo de 2026, Mbappé voltou a chamar atenção ao receber o prêmio de Melhor da Partida diante de um painel sem a marca da cerveja patrocinadora. Mais importante do que o protocolo é aquilo que ele simboliza.

  • Em 2018, a discussão era sobre liberdade religiosa.
  • Em 2022, passou pelos direitos de imagem.
  • Em 2026, tornou-se uma discussão sobre estratégia de marca.

A imagem do atleta deixou de ser apenas um espaço de exposição comercial. Transformou-se em um ativo econômico cuja valorização depende, antes de tudo, do capital reputacional construído dentro e fora de campo.

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Sobre o autor Ana Paula Garcez

Força impulsionadora para comunicação e relacionamentos no esporte. Jornalista, Produtora de grandes eventos. Filha de mineiro com baiana, nascida em São Paulo e vive pelo mundo.

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