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Casas Bahia pede recuperação por dívida de R$ 17,3 bi e troca administração

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Juros altos e crédito mais restrito agravaram situação

Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, a decisão de recorrer à Justiça ocorreu em meio a um cenário de juros elevados, crédito mais restrito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

Outro fator foi a dificuldade para conseguir novas fontes de recursos. Nos meses anteriores ao pedido, a empresa realizou reuniões com investidores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para buscar alternativas de financiamento, incluindo uma possível oferta de ações.

Também estava em negociação uma operação considerada importante para o planejamento financeiro do grupo, mas o acordo não foi concluído depois que o investidor que lideraria a operação desistiu. Outras possibilidades, como empréstimos-ponte e novas linhas de crédito, também não avançaram.

Diante desse cenário, a recuperação judicial passou a ser apresentada pela companhia como uma forma de reorganizar as obrigações financeiras e tentar preservar as atividades do grupo.

O processo inclui, além do Grupo Casas Bahia, ASAP Log – Logística e Soluções, ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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