Juros altos e crédito mais restrito agravaram situação
Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, a decisão de recorrer à Justiça ocorreu em meio a um cenário de juros elevados, crédito mais restrito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Outro fator foi a dificuldade para conseguir novas fontes de recursos. Nos meses anteriores ao pedido, a empresa realizou reuniões com investidores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para buscar alternativas de financiamento, incluindo uma possível oferta de ações.
Também estava em negociação uma operação considerada importante para o planejamento financeiro do grupo, mas o acordo não foi concluído depois que o investidor que lideraria a operação desistiu. Outras possibilidades, como empréstimos-ponte e novas linhas de crédito, também não avançaram.
Diante desse cenário, a recuperação judicial passou a ser apresentada pela companhia como uma forma de reorganizar as obrigações financeiras e tentar preservar as atividades do grupo.
O processo inclui, além do Grupo Casas Bahia, ASAP Log – Logística e Soluções, ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.


