Reestruturação começou há cerca de três anos
O pedido apresentado agora é resultado de uma sequência de medidas adotadas pela companhia desde 2023 para tentar reduzir despesas, melhorar a operação e aumentar a geração de caixa.
Naquele ano, a empresa colocou em andamento um Plano de Transformação e fechou 55 lojas consideradas deficitárias até dezembro. Também houve uma redução de aproximadamente 8.600 postos de trabalho.
Em 2024, o grupo recorreu à recuperação extrajudicial, outro mecanismo usado para renegociar débitos, mas realizado diretamente com os credores, sem o mesmo processo judicial da recuperação judicial. Na ocasião, foram renegociados cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
A expectativa era que a renegociação, junto com uma possível redução dos juros e uma retomada do consumo, ajudasse a melhorar a situação financeira. O cenário, porém, continuou pressionado, segundo a própria companhia.
Já em 2026, a Casas Bahia avançou para a segunda fase do Plano de Transformação. Em agosto, anunciou o fechamento de 298 lojas e uma nova redução no quadro de funcionários, com cerca de 3 mil demissões.
A estratégia passou a dar mais peso à geração de caixa e à rentabilidade, com a redução de operações consideradas menos rentáveis, além de cortes de custos, investimentos e despesas financeiras. A empresa informou que pretende concentrar sua atuação nos canais e categorias que apresentam melhores resultados.


