O que muda para clientes e trabalhadores?
A companhia afirma que a recuperação judicial tem como um dos objetivos preservar a continuidade das operações e proteger a geração de valor no futuro. Por isso, a expectativa informada ao mercado é de manutenção das atividades nos diferentes canais de venda.
Para os consumidores, a empresa declarou que pretende manter lojas, site e demais canais funcionando normalmente, sem interrupções relevantes durante o processo.
Para os trabalhadores, a recuperação ocorre depois de uma sequência de cortes iniciada ainda na primeira fase do Plano de Transformação. A companhia afirma que atualmente emprega mais de 20 mil pessoas e que a reorganização financeira busca também preservar esses postos de trabalho.
O processo deverá definir como as dívidas incluídas na recuperação serão reorganizadas e quais condições serão apresentadas aos credores. A companhia informou que continuará divulgando ao mercado os principais desdobramentos do caso.
Casas Bahia também muda integrantes da direção
O Grupo Casas Bahia anunciou, em um Comunicado ao Mercado, mudanças na administração. Fábio Spina deixou o cargo de diretor vice-presidente Jurídico e Tributário, função que ocupava desde 2024. Segundo a companhia, ele continuará atuando como consultor durante o processo de reestruturação.
Sírley Lima assumiu a posição e também ficará responsável pelas áreas Jurídica, Tributária, de Compliance e de Controles Internos. A nova executiva tem mais de 20 anos de experiência no mercado jurídico e já trabalhou em empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
O Conselho de Administração também registrou a saída de Jackson Schneider e Rogério Calderón. Com as mudanças, Cláudia Quintella Woods passou a integrar o Comitê de Auditoria Estatutário, enquanto André Luiz Helmeister assumiu uma posição no Comitê de Finanças.
Mesmo fora do Conselho de Administração, Jackson Schneider continuará como membro coordenador dos Comitês de Auditoria, Riscos e Compliance e Independente de Investigação.
A recuperação judicial representa, portanto, uma nova etapa de um processo de reorganização que começou em 2023. Depois de cortes, fechamento de lojas, renegociação extrajudicial de dívidas e tentativas de obter novos recursos, a companhia agora busca na Justiça uma forma de reorganizar suas obrigações e manter as operações enquanto procura recuperar o equilíbrio financeiro.


