Cases apresentados na Febraban
Um exemplo é a Caixa, que reduziu o tempo de preparação de dossiês de crédito imobiliário de três dias para apenas três horas com o uso de IA. Já o Banco do Brasil apresentou uma assistente virtual chamada ARI, que utiliza inteligência artificial para oferecer orientações financeiras personalizadas para pequenas empresas. O Santander também revelou o uso de “copilotos de IA” para apoiar consultores de investimentos e analistas de risco. Esses copilotos ajudam a analisar dados e gerar relatórios de maneira mais rápida.
As empresas de tecnologia também tiveram papel importante no evento. A NVIDIA, por exemplo, apresentou a “fábrica de IA”, uma estrutura que coleta, organiza e processa grandes volumes de dados para gerar respostas e relatórios de forma automática. A ideia é facilitar decisões em tempo real, como a liberação de crédito e a análise de comportamento dos clientes. A empresa destacou que essa técnica pode substituir trabalhos que antes levavam dias ou semanas, com respostas em poucos minutos.
Além das oportunidades, os especialistas chamaram atenção para os riscos. Um dos principais é o das chamadas “alucinações” da IA, quando o sistema fornece informações erradas ou inventadas com confiança. Por isso, muitos bancos estão adotando uma abordagem chamada de IA generativa responsável.
Isso significa que os sistemas são sempre supervisionados por humanos, passam por testes rigorosos e seguem regras claras para garantir segurança, ética e transparência. A proteção de dados também foi uma das maiores preocupações dos participantes, especialmente em um setor que lida com informações sensíveis dos clientes.
Outro ponto que apareceu em vários debates foi a necessidade de regulamentação. Embora o uso da IA esteja crescendo rapidamente, ainda existem poucas leis específicas que tratam do assunto. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu a criação de regras claras, que garantam o uso ético e seguro da tecnologia, mas que também não atrapalhem a inovação. A ideia é equilibrar segurança e liberdade para que o setor possa continuar inovando sem colocar os clientes em risco.


