Setor bancário aposta em automação, segurança e eficiência com IA generativa
Os painéis do Febraban Tech 2025 também mostraram como a IA generativa está sendo usada para automatizar tarefas internas. Muitos bancos estão implementando sistemas que escrevem e-mails, preenchem relatórios e organizam informações automaticamente, economizando tempo de funcionários e aumentando a produtividade. Um estudo citado no evento mostrou que o uso da IA pode aumentar a eficiência das operações bancárias em até 35%. Isso significa que os bancos podem atender mais clientes com menos recursos e mais rapidez.
A automação também está sendo usada para reforçar a segurança. Ferramentas de IA generativa estão sendo treinadas para identificar padrões de comportamento suspeitos e alertar sobre possíveis fraudes em tempo real. Isso é especialmente importante com o crescimento do número de transações digitais, que exige sistemas mais rápidos e inteligentes para detectar ameaças.
Além disso, os bancos estão explorando o uso da IA generativa para oferecer serviços mais personalizados. Com base no histórico e no perfil de cada cliente, as ferramentas conseguem sugerir investimentos, indicar melhores formas de pagamento e até antecipar necessidades financeiras. Essa personalização tem o objetivo de melhorar a experiência do cliente e fortalecer o relacionamento com as instituições.
O evento também tratou da necessidade de preparar os profissionais do setor para trabalhar com essas novas tecnologias. A falta de mão de obra especializada foi apontada como um desafio importante. Muitos bancos estão investindo em treinamento interno, capacitação em ciência de dados e contratação de especialistas em IA para acelerar os projetos. A cultura organizacional também precisa mudar, com mais abertura para testes, inovações e formas diferentes de trabalhar.
A infraestrutura tecnológica foi outro destaque. Para que a IA generativa funcione bem, é necessário ter acesso a dados organizados, redes rápidas, sistemas seguros e soluções de nuvem eficientes. Empresas como Embratel e Microsoft apresentaram soluções voltadas para isso, com foco em integrar IA generativa com as ferramentas que os bancos já usam. Os executivos reforçaram que, sem essa base tecnológica, os projetos com IA dificilmente trarão resultados concretos.
No final, o Febraban Tech 2025 deixou claro que a inteligência artificial generativa não é mais algo do futuro, mas sim do presente. Ela já está mudando a forma como os bancos operam e se relacionam com os clientes. Ao mesmo tempo, os desafios são muitos, e o sucesso dependerá da capacidade das instituições de combinar inovação com responsabilidade. A Febraban Tech 2025 termina hoje, com programação para todo o dia.


