O risco de viver apenas pelos dados
Durante o painel, Mônica também criticou o que chamou de “fetiche dos dados” — a ideia de que apenas propostas validadas por métricas merecem avançar. Para ela, essa lógica limita a criatividade e sufoca o espaço para experimentação.
“Perdemos a capacidade de construir no escuro, no vazio — e é justamente aí que surgem as grandes ideias”, afirmou. A executiva defendeu que a inovação exige liberdade para errar e coragem para explorar caminhos incertos, sem a pressão constante por resultados imediatos.
Outro alerta foi sobre o comportamento coletivo diante de tendências tecnológicas. Mônica citou como exemplo a adesão em massa de restaurantes ao uso exclusivo de cardápios via QR code durante e após a pandemia. Embora prático para alguns, o modelo afastou clientes menos familiarizados com tecnologia.
Segundo ela, seguir o que todos estão fazendo nem sempre é a melhor escolha. É preciso avaliar o contexto e considerar a diversidade de perfis e necessidades dos usuários.


