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RIW abre com debate sobre cultura, economia criativa e os 30 anos do Trem do Samba

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Cultura também movimenta a economia

Padilha usou o painel para detalhar a política cultural da gestão municipal voltada às periferias. Segundo ele, o investimento da Secretaria de Cultura nos últimos anos ainda está concentrado nas regiões já consolidadas: “Hoje, a maioria fica nas EPCs de 2005, Zona Norte e Zona Oeste”. E foi direto ao apontar que isso não basta: “É suficiente? Não.”

O secretário citou a falta de equipamentos culturais em bairros como Sepetiba, Campo Grande e Vaz Lobo, e defendeu que resolver esse déficit exige tempo: “Não se constrói de um dia para o outro, e precisa de planejamento”. Como resposta, mencionou o plano de criação de 35 cinemas de rua e o programa de custeio para instituições periféricas, que cobre despesas como água e luz.

Padilha e convidados também trataram da presença de artistas de periferia em espaços centrais de arte | Foto: Léo Ripamonti

Padilha defendeu que isso deveria ser regra, não exceção, citando exemplos como o fotógrafo Tião, da Providência, hoje com acervo no Museu de Arte do Rio, e a companhia de dança Lia Rodrigues, sediada na Maré, considerada a maior do Rio de Janeiro.

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Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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