Cultura também movimenta a economia
Padilha usou o painel para detalhar a política cultural da gestão municipal voltada às periferias. Segundo ele, o investimento da Secretaria de Cultura nos últimos anos ainda está concentrado nas regiões já consolidadas: “Hoje, a maioria fica nas EPCs de 2005, Zona Norte e Zona Oeste”. E foi direto ao apontar que isso não basta: “É suficiente? Não.”
O secretário citou a falta de equipamentos culturais em bairros como Sepetiba, Campo Grande e Vaz Lobo, e defendeu que resolver esse déficit exige tempo: “Não se constrói de um dia para o outro, e precisa de planejamento”. Como resposta, mencionou o plano de criação de 35 cinemas de rua e o programa de custeio para instituições periféricas, que cobre despesas como água e luz.

Padilha defendeu que isso deveria ser regra, não exceção, citando exemplos como o fotógrafo Tião, da Providência, hoje com acervo no Museu de Arte do Rio, e a companhia de dança Lia Rodrigues, sediada na Maré, considerada a maior do Rio de Janeiro.


