A empresa foi acusada de espiar funcionários
Além das reclamações por falha nos resumos de AI, a Apple também passou por um episódio polêmico em em 2024, após um funcionário fazer denuncias sobre possíveis violações de privacidade no ambiente de trabalho.
Amar Bhakta, funcionário da Apple, afirma que a empresa exige que seus colaboradores instalem softwares em dispositivos pessoais, permitindo acesso a informações sensíveis, como e-mails, fotos e dados de saúde. Ele também acusa a empresa de criar um ambiente de medo, ao impedir discussões abertas sobre salários e condições de trabalho.
A ação judicial, apresentada no tribunal estadual da Califórnia, aponta que as rigorosas políticas de confidencialidade da Apple limitam a liberdade de expressão dos funcionários. Essas políticas restringiriam discussões sobre temas como salários, benefícios e condições de trabalho, além de proibir entrevistas relacionadas às funções desempenhadas na empresa.
Bhakta relata que, desde que começou a trabalhar na Apple, em 2020, foi instruído a não participar de podcasts comentando sobre suas atividades profissionais e a remover do LinkedIn informações que pudessem ser interpretadas como críticas à empresa.
De acordo com o processo, essas práticas criam um ambiente opressivo, restringindo a liberdade dos funcionários de compartilhar suas experiências e levantando preocupações sobre a privacidade e a cultura organizacional da Apple.
O documento afirma que as políticas de vigilância da empresa desestimulam denúncias de irregularidades, restringem a liberdade de movimentação no mercado de trabalho e limitam a concorrência.
A Apple, por meio de um porta-voz, negou as acusações, alegando que elas são infundadas. A empresa afirmou que seus funcionários são treinados anualmente sobre os direitos de discutir suas condições de trabalho e destacou seu compromisso em proteger as criações desenvolvidas por suas equipes para os clientes.


