A competitividade da DeepSeek
A DeepSeek afirma que seu modelo de IA, o R1, foi criado com tecnologia já existente e software de código aberto, que qualquer pessoa pode usar e compartilhar de graça.
Mas, segundo a revista Wired, o fundo de hedge do fundador da DeepSeek, chamado High-Flyer, tem comprado grandes quantidades de chips essenciais para rodar a IA — conhecidos como GPUs. De acordo com o MIT Technology Review, ele já adquiriu entre 10 mil e 50 mil desses chips.
Esses chips são fundamentais para criar inteligências artificiais avançadas, que conseguem desde responder perguntas simples até resolver problemas matemáticos difíceis.
Desde setembro de 2022, os EUA proibiram a venda desses chips mais potentes para a China, o que, segundo o CEO da empresa, Liang, é o principal desafio para o desenvolvimento da IA no país.
Enquanto os principais modelos de IA no Ocidente usam cerca de 16 mil chips de alto desempenho, a DeepSeek afirma que treinou seu modelo R1 com apenas 2 mil desses chips, além de milhares de chips mais simples, o que ajudou a reduzir os custos.
Os desenvolvedores da DeepSeek dizem que gastaram apenas US$ 5,6 milhões (R$ 32,8 milhões) para criar seu chatbot, um valor muito menor do que os US$ 5 bilhões (R$ 29,3 bilhões) que a OpenAI investiu no desenvolvimento do ChatGPT no ano passado.


