Quando o banimento pode começar?
O TikTok enfrenta a possibilidade de ser banido nos EUA já em 19 de janeiro, a menos que a ByteDance venda a plataforma ou que a Suprema Corte anule a legislação que fundamenta o bloqueio. A audiência na Corte está agendada para 17 de janeiro.
Empresas interessadas no TikTok
Várias empresas americanas demonstraram interesse em adquirir o TikTok ou foram mencionadas como possíveis compradoras. O grupo Project Liberty, que lidera a iniciativa The People’s Bid for TikTok, formou uma coalizão com o investidor Kevin O’Leary e a Guggenheim Securities, mas já indicou que não pretende adquirir o algoritmo do TikTok, que a ByteDance declarou estar fora de negociação.
A Amazon também foi apontada como candidata, especialmente devido à sua parceria recente com o TikTok, permitindo compras diretamente pela plataforma. Em 2024, a Amazon tornou-se um dos maiores anunciantes no aplicativo nos Estados Unidos. Oracle e Walmart podem retomar sua proposta conjunta, anteriormente bloqueada pelo governo Biden por questões de segurança.
A Microsoft, que tentou comprar o TikTok em 2020, também é vista como uma possível interessada. Apesar disso, o CEO da empresa, Satya Nadella, afirmou anteriormente estar satisfeito com o atual estado da companhia.
O que pode acontecer com os dados e os usuários do TikTok?
Caso o TikTok seja banido nos Estados Unidos, existe o risco de que os dados de 170 milhões de usuários americanos ativos até abril de 2024 sejam transferidos para a China. Um precedente semelhante ocorreu na Índia em 2020, quando o aplicativo foi proibido, mas a ByteDance manteve acesso a milhões de dados de usuários indianos mesmo após o fim das operações no país.
Além disso, o banimento traria impactos significativos tanto para os usuários quanto para empresas e criadores de conteúdo. Aqueles que já possuem o aplicativo instalado poderiam continuar a utilizá-lo temporariamente, mas sem acesso a atualizações e melhorias. Isso tornaria o app instável e menos funcional com o passar do tempo. Novos usuários não conseguiriam baixá-lo, pois ele seria removido das lojas de aplicativos.
A proibição também afetaria empresas e influenciadores que dependem do TikTok para campanhas de marketing ou como principal fonte de renda. Sem a plataforma, essas marcas e criadores seriam forçados a migrar para alternativas como Instagram (Reels) e YouTube Shorts, que provavelmente se beneficiariam da ausência do TikTok no mercado americano.
Consequências globais
Mesmo que a plataforma seja banida nos Estados Unidos, ela provavelmente continuará forte em outros mercados, como Europa e Ásia, onde domina o segmento de vídeos curtos.
Esses mercados têm sido essenciais para o crescimento da plataforma e ainda oferecem um grande potencial de monetização.
No entanto, sair do mercado americano pode causar um efeito em cadeia, enfraquecendo sua posição global.
Além disso, sem os Estados Unidos, a empresa enfrentará dificuldades para expandir projetos como o TikTok Shop, que combina entretenimento e comércio eletrônico e é uma das apostas mais promissoras para o futuro.
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