1. Eco digital
O que é: esse termo descreve o reflexo quase involuntário de pegar o celular durante atividades cotidianas, como durante o jantar, ou a sensação de “vibração fantasma”, quando acreditamos que o celular está tocando, mas não está. Embora muitas pessoas considerem esses comportamentos apenas hábitos ruins, eles vão, além disso. Eles são, na verdade, respostas automáticas do cérebro, que se tornam tão naturais quanto respirar.
A ciência por trás disso: esse comportamento está vinculado a uma resposta excessiva da amígdala, uma região do cérebro responsável pelas emoções, principalmente o medo. Quando isso acontece, o cérebro se torna mais sensível à ideia de perder informações, como mensagens ou atualizações digitais, o que acaba gerando uma sensação de ansiedade. Esse medo de estar desconectado, ou “desatualizado”, é semelhante ao que ocorre em quadros de ansiedade.
Como resolver: para lidar com essa questão, uma sugestão é realizar uma “auditoria de valores profissionais”. Dedique um tempo (cerca de 30 minutos) para escrever sobre o que realmente importa no seu trabalho, mas faça isso sem o uso de dispositivos digitais. Isso ajuda a redirecionar a atividade da amígdala para o córtex pré-frontal, área do cérebro associada ao planejamento, ao foco e à tomada de decisões. Para que esse processo seja eficaz a longo prazo, recomenda-se revisar essa prática a cada três meses, garantindo que o foco esteja nas prioridades realmente importantes.


