4. Isolamento social digital
O que é: cada vez mais, as pessoas têm se distanciado das interações sociais virtuais, seja desligando a câmera durante reuniões, evitando chamadas de vídeo ou respondendo de forma breve e impessoal em chats. Esse comportamento é uma tendência crescente, especialmente em ambientes de trabalho remoto.
A ciência por trás disso: as interações digitais exigem mais esforço cognitivo do que as interações presenciais. Isso ocorre porque, em ambientes virtuais, a comunicação não-verbal é limitada, o que exige um esforço extra para entender o contexto e as emoções por trás das palavras. Isso pode levar à fadiga social, pois o cérebro precisa de mais energia para manter a mesma intensidade de conexão que nas interações face a face.
Como resolver: para combater o isolamento social digital, é recomendável agendar conversas com um mentor ou colega de trabalho. Essas interações mais profundas e significativas ajudam a ativar diferentes caminhos neurais, que restauram a capacidade de engajamento social e fortalecem as relações profissionais, tornando a experiência digital mais enriquecedora.
5. Estresse digital antecipatório
O que é: esse tipo de estresse é sentido quando se antecipa o trabalho ou as tarefas digitais, como e-mails, reuniões virtuais e outras demandas da vida profissional, especialmente nos domingos à noite, quando se começa a pensar na semana seguinte. É uma sensação de ansiedade relacionada ao “peso” da carga de trabalho que está por vir.
A ciência por trás disso: o estudo publicado no Journal of Business revela que esse estresse antecipatório pode ser até mais prejudicial do que o próprio volume de trabalho. Isso ocorre porque o estresse gerado pela antecipação de tarefas eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, o que pode afetar a saúde física e mental.
Como resolver: uma maneira eficaz de lidar com o estresse antecipatório é manter um “diário de conquistas profissionais”. Ao registrar três vitórias da semana anterior, mesmo que pequenas, o foco do cérebro é desviado da ansiedade sobre o futuro para a reflexão sobre as realizações passadas. Esse hábito ajuda a reduzir a tensão, promove o reconhecimento das próprias conquistas e fortalece a resiliência diante das pressões do trabalho digital.
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