A polêmica da checagem de fatos nas redes sociais
Em janeiro de 2025, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, revelou uma alteração significativa no processo de verificação de informações no Facebook e Instagram. Em um vídeo publicado no perfil oficial da empresa, ele detalhou que a Meta deixará de utilizar serviços independentes para a checagem de fatos, adotando, no lugar, um sistema baseado nas chamadas “notas da comunidade”. Nesse novo modelo, serão os próprios usuários que poderão colaborar na verificação das informações, algo semelhante ao que a plataforma X já realiza.
A mudança foi bem recebida por defensores da liberdade de expressão, especialmente entre os apoiadores de Donald Trump, que consideraram essa decisão uma maneira de reduzir o que chamam de “censura” nas redes sociais da Meta. No vídeo publicado no Facebook, Zuckerberg explicou que os moderadores anteriormente contratados possuíam uma “visão política específica” e que, por isso, seria fundamental oferecer mais liberdade para os usuários se expressarem.
Por outro lado, a decisão gerou críticas de ativistas contra o discurso de ódio online e de organizações especializadas em checagem de fatos, que estão preocupadas com os possíveis efeitos dessa mudança no combate à desinformação. A substituição de profissionais qualificados por uma abordagem onde qualquer usuário pode emitir opinião levanta dúvidas sobre a qualidade das informações nas plataformas.
Especialistas em tecnologia e política sugerem que as motivações por trás dessa mudança podem ter caráter político. Muitas empresas de tecnologia, incluindo a Meta, estão se adaptando ao novo governo de Donald Trump, do Partido Republicano, que venceu as eleições presidenciais.
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