Roubos diminuem, mas golpes digitais crescem
Apesar da redução nos roubos, quem teve o celular levado por criminosos tem até quatro vezes mais chance de sofrer golpes. O celular concentra funções essenciais da vida cotidiana, como acesso a bancos, redes sociais e aplicativos de mensagens, o que aumenta os riscos.
Segundo o levantamento, 11% da população foi vítima de roubo no último ano. Em um quarto desses casos, houve uso de arma de fogo. Além disso, 9,3% relataram que tiveram o celular roubado ou furtado.
O prejuízo financeiro médio de cada vítima de roubo foi estimado em R$ 1.700. Somando todos os casos, as perdas chegaram a R$ 26,7 bilhões.
Enquanto isso, os estelionatos, nome dado aos golpes financeiros, cresceram de forma acelerada. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 2,16 milhões de ocorrências desse tipo em 2024, o que equivale a 247 golpes por hora. Entre os mais comuns estão os golpes do Pix e de boletos falsos.
O levantamento também indica que 11,4% da população adulta, aproximadamente 19,2 milhões de pessoas, foram vítimas de crimes em que golpistas se passaram por elas para enganar outras pessoas. Além disso, 7% tiveram perfis bloqueados em redes sociais ou aplicativos de mensagem.


