Pessoas com maior renda são mais visadas
A pesquisa revela que criminosos escolhem as vítimas de acordo com a renda. Entre as classes sociais mais altas (A e B), 27,6% relataram ter sido alvo de golpes. Já entre as classes mais baixas (C, D e E), o índice foi de 16,4%.
O acesso ilegal a bancos de dados vazados é apontado como o principal motivo dessa seleção. Antes, informações pessoais eram vendidas em mídias físicas. Hoje, podem ser alugadas pela internet, inclusive com uso de moedas virtuais como o bitcoin.
Grupos criminosos organizados, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho, estariam entre os que utilizam esses dados para ampliar ganhos com golpes digitais e também para práticas de lavagem de dinheiro, que é quando recursos de origem ilegal são disfarçados para parecerem lícitos.
O levantamento aponta ainda que 12,3 milhões de pessoas tiveram seus dados pessoais vazados em 12 meses, o equivalente a 7,3% da população.
Especialistas destacam que o Estado brasileiro ainda não possui estrutura suficiente para enfrentar essa realidade. Faltam equipamentos, leis mais específicas e maior cooperação entre União, estados e municípios para combater os golpes digitais e o vazamento de informações. A pesquisa reforça que a população precisa estar atenta a mensagens suspeitas, evitar clicar em links desconhecidos e manter senhas sempre atualizadas.


