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Ataques virtuais: Brasil registra 700 milhões de casos em um ano

O Brasil contabilizou 700 milhões de ataques virtuais em um intervalo de 12 meses, o que equivale a 1.379 golpes por minuto, segundo relatório da NordVPN. O volume registrado evidencia o rápido crescimento da criminalidade digital e coloca o país entre os mais afetados por ameaças cibernéticas no mundo.

A empresa de tecnologia chama atenção para a evolução das técnicas usadas pelos invasores, que têm se tornado mais difíceis de detectar. Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, afirmou à CNN Brasil que muitos usuários só percebem o comprometimento do aparelho quando o dano já está instalado. Segundo ele, os criminosos aprimoram métodos para agir de forma silenciosa enquanto coletam dados pessoais e financeiros.

O número de ataques reforça a preocupação com a segurança digital em um cenário em que grande parte da população usa smartphones como principal meio de acesso a serviços bancários, compras online e redes sociais. Golpes envolvendo aplicativos falsos, links maliciosos e redes Wi-Fi inseguras continuam entre os mais comuns.

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Cresce o alerta sobre segurança digital após relatório mostrar avanço dos ataques virtuais no país | Foto: Reprodução/Canva
Cresce o alerta sobre segurança digital após relatório mostrar avanço dos ataques virtuais no país | Foto: Reprodução/Canva

Sinais de que o dispositivo pode ter sido invadido

O relatório da NordVPN lista sinais frequentes que podem indicar que um dispositivo foi comprometido. Entre os principais sintomas identificados pela empresa estão:

  • Bateria descarregando rapidamente;
  • Queda repentina no desempenho;
  • Consumo de dados acima do normal;
  • Aparecimento de aplicativos ou arquivos desconhecidos;
  • Reinicializações inesperadas;
  • Abertura automática de aplicativos;
  • Pop-ups e redirecionamentos mesmo com o navegador fechado;
  • Fotos ou gravações de voz feitas sem autorização do usuário.

De acordo com o CTO da NordVPN, esses sinais não devem ser ignorados. Ele afirma que as consequências de uma invasão podem ir além de transtornos cotidianos e alcançar riscos financeiros, exposição de conversas pessoais e profissionais e, em casos mais graves, facilitar roubo de identidade. Briedis afirma que usuários já enfrentaram situações em que a invasão afetou toda a rotina, evidenciando a dimensão dos danos que um ataque pode provocar.

Golpes digitais afetam a segurança financeira das famílias

O aumento de ataques preocupa especialistas porque dispositivos comprometidos podem expor contas bancárias, históricos de navegação, senhas, documentos e informações de pagamento. Para pessoas que dependem do celular para realizar transações essenciais, como Pix ou acesso ao aplicativo da conta salarial, a perda desses dados pode gerar prejuízos que comprometem o orçamento mensal.

A popularização do smartphone como ferramenta financeira amplia também o alcance dos golpistas. Segundo dados do Banco Central em outros levantamentos públicos, mais de 70% das transações financeiras no país já passam por dispositivos móveis. Com isso, os criminosos direcionam esforços para criar golpes que imitam notificações, aplicativos ou mensagens de bancos e lojas conhecidas.

A maioria dos ataques envolve técnicas criadas para induzir o usuário ao erro, como links maliciosos e aplicativos falsos. No caso de invasão efetiva, os criminosos têm acesso facilitado a dados sensíveis, elevando o risco de movimentações bancárias não autorizadas ou de clonagem de contas.

Como reduzir o risco de ser vítima de ataques

O relatório da NordVPN destaca recomendações que ajudam a diminuir a chance de comprometimento. A primeira orientação é manter o sistema operacional e todos os aplicativos sempre atualizados, já que essas versões trazem correções para vulnerabilidades exploradas por criminosos.

A empresa também recomenda evitar carregadores e cabos desconhecidos em locais públicos. Estações de carregamento com transferência de dados habilitada podem servir como porta de entrada para ataques. O uso de adaptadores que bloqueiam a transferência de dados é apontado como alternativa mais segura.

O relatório reforça ainda a importância de instalar aplicativos apenas em lojas oficiais, sempre verificando comentários e permissões. Ao acessar redes públicas de Wi-Fi, a orientação é utilizar uma VPN para proteger as informações transmitidas. Outra recomendação é manter Bluetooth e Wi-Fi desligados quando não estiverem em uso.

Entre as medidas de proteção, o uso de senhas fortes, biometria e autenticação multifatorial é considerado essencial para evitar acessos indevidos, especialmente em aplicativos bancários ou que armazenem dados sensíveis.

O que fazer em caso de invasão do aparelho

Caso o dispositivo apresente sinais de ataque, a NordVPN indica que o primeiro passo é desconectá-lo imediatamente da internet. O segundo é redefinir as senhas a partir de outro aparelho, garantindo que o invasor não tenha acesso às novas credenciais.

Em situações mais severas, o relatório recomenda restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica, o que remove programas instalados por criminosos. Dependendo do caso, especialistas também sugerem buscar suporte técnico profissional, principalmente quando há suspeita de vazamento de dados financeiros.

Os números apresentados no relatório mostram que o volume de ataques no Brasil continua em crescimento e reforçam a necessidade de atenção às práticas básicas de segurança digital, especialmente entre usuários que utilizam o celular como principal ferramenta de administração financeira.

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