Cuidado com os filhos pesa no trabalho
Os efeitos aparecem também na vida profissional. Segundo a pesquisa, 83% das jovens que engravidaram na infância ou adolescência já precisaram deixar de trabalhar ou perderam oportunidades profissionais por causa das responsabilidades de cuidado com os filhos.
A relação com a renda familiar também é diferente entre os dois grupos. Entre as jovens que engravidaram na infância ou adolescência, 48% vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos. Entre aquelas que não passaram por essa experiência, o percentual é de 34%.
Na outra ponta, 9% das jovens que engravidaram na infância ou adolescência vivem em famílias com renda acima de cinco salários mínimos. Entre as que não engravidaram, são 22%.

Entre as que não passaram por essa experiência, 49% têm os pais ou responsáveis como principal fonte de renda.
Os relatos reunidos pela pesquisa ajudam a explicar parte dessas diferenças. As entrevistadas mencionam jornadas de trabalho incompatíveis com os horários de cuidado dos filhos, sobrecarga das tarefas domésticas e dificuldade para conciliar emprego e maternidade. Também aparecem situações de discriminação em processos seletivos e no ambiente profissional.


