União precoce e acesso a direitos
A pesquisa mostra que os impactos não ficam restritos à escola e ao mercado de trabalho. Entre as jovens que engravidaram antes dos 19 anos, 59% se casaram ou passaram a viver em união após a primeira gestação. O estudo também aponta maior ocorrência de uniões precoces entre esse grupo.
Outro dado chama atenção para o acesso a direitos. Entre as jovens que engravidaram antes dos 14 anos, 50% disseram que não tiveram a possibilidade de interromper a gestação nos serviços de saúde. O estudo trata esse resultado como uma violação de direitos, já que, segundo a legislação brasileira, a gravidez de menores de 14 anos é considerada resultado de estupro de vulnerável.
O preconceito também aparece nos resultados. Segundo a pesquisa, 73% das jovens que engravidaram na infância ou adolescência afirmaram ter passado por situações de discriminação. Os relatos citam julgamentos relacionados à capacidade intelectual, moral e profissional dessas mulheres.


