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Guinness conquista novos públicos e desafia o mercado de cervejas

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A Guinness, cerveja irlandesa, está vivendo um verdadeiro boom de popularidade no Reino Unido, especialmente entre jovens e mulheres. Essa mudança de perfil de consumo gerou preocupações nos pubs britânicos, que temem a falta de estoque durante a temporada de festas.

No pub Sheephaven Bay, em Londres, a marca representa mais de 50% das vendas de chope. Segundo Pat Logue, proprietário do local, as vendas da bebida dobraram em comparação a dois anos atrás. “Antes era uma bebida associada a homens mais velhos, agora é para todo mundo. É uma bebida descolada”, afirma Logue.

A Guinness poderá ser a cerveja mais vendida no Reino Unido, e também reforçará sua presença global, consolidando-se como um fenômeno cultural | Foto: Reprodução/Divulgação
A Guinness poderá ser a cerveja mais vendida no Reino Unido, e também reforçará sua presença global, consolidando-se como um fenômeno cultural | Foto: Reprodução/Divulgação

O impacto das redes sociais e marketing na demanda

A reviravolta na percepção da Guinness está ligada, em parte, às campanhas de marketing e à força das redes sociais. Influenciadores no TikTok ajudaram a popularizar a cerveja entre um público mais jovem, criando conteúdos que destacam a experiência única de beber um pint perfeito de Guinness, que leva exatos 119,5 segundos para ser servido.

Além disso, campanhas publicitárias com celebridades, como o ator Jason Momoa, ampliaram o alcance da marca. Dados da Diageo, proprietária da Guinness, mostram que o consumo por mulheres no Reino Unido cresceu 27% entre os anos fiscais de 2022 e 2023.

Crescimento desafia capacidade de abastecimento

Com a alta repentina na demanda, a Diageo já estabeleceu limites de distribuição em alguns pubs para evitar escassez nas festas de fim de ano, período crítico para o setor. A cervejaria trabalha para maximizar o fornecimento e manter os estoques suficientes, mas a pressão é evidente.

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Pubs como o The Auld Shillelagh, em Stoke Newington, onde a Guinness representa até 70% das vendas, relatam um aumento constante no consumo. “A maioria dos nossos clientes tem entre 20 e 30 anos, e a maioria bebe Guinness”, conta Aonghus Leydon, coproprietário do pub.

Por que a Guinness está tão em alta?

O sucesso da marca também se deve à percepção de que a bebida é mais leve e menos gasosa que outras cervejas. Com apenas 210 calorias em um pint de 568 ml, ela atrai consumidores preocupados com a ingestão calórica e com o teor alcoólico.

Além disso, eventos esportivos como a Premier League e o Six Nations Rugby, que têm parceria com a marca, reforçam sua imagem entre os amantes de esportes.

Uma tendência global

A febre da Guinness não se limita ao Reino Unido. Nos Estados Unidos, a cerveja foi a importada mais vendida nos últimos 12 meses até outubro. Na Europa, a Guinness 0.0, sua versão sem álcool, dobrou as vendas líquidas em 2024.

O cofundador do The Dead Rabbit, em Manhattan, Jack McGarry, acredita que a popularidade da Guinness reflete o momento de destaque da cultura irlandesa. No bar, as vendas da cerveja nos primeiros 10 meses de 2024 superaram todo o volume de 2023.

O futuro da Guinness e dos pubs

Embora a Guinness esteja no topo, o desafio agora é manter os estoques para atender à demanda crescente. A Diageo, por sua vez, segue investindo em estratégias que consolidem a marca entre públicos diversificados.

A história da Guinness exemplifica como uma combinação de marketing inteligente, redes sociais e a adaptação às preferências do consumidor pode transformar até mesmo marcas tradicionais em símbolos de modernidade e inclusão.

Se essa tendência continuar, a Guinness não só permanecerá como a cerveja mais vendida no Reino Unido, mas também reforçará sua presença global, consolidando-se como um fenômeno cultural.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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