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Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada nesta segunda-feira, 4 de agosto, após Bolsonaro descumprir condições que haviam sido determinadas pela Justiça.

Bolsonaro em prisão domiciliar sob decisão do STF
A ordem inclui a permanência em casa sob monitoramento, sem permissão para receber visitas, com exceção de advogados e parentes próximos | Foto: Reprodução / Wikimedia

Além disso, ele teve todos os aparelhos celulares recolhidos e está impedido de usar redes sociais ou se comunicar publicamente, direta ou indiretamente.

De acordo com o STF, Bolsonaro não seguiu as medidas cautelares impostas anteriormente. Embora estivesse proibido de se manifestar politicamente, ele continuou influenciando o debate público por meio de terceiros.

O ministro Moraes apontou que o ex-presidente utilizou as redes sociais de filhos e aliados para divulgar mensagens que incentivavam ataques ao STF e defendiam interferência estrangeira no Poder Judiciário. Essa conduta foi considerada uma forma de burlar as restrições e manter influência sobre seus apoiadores.

Participação em manifestação gerou nova reação do STF

No domingo anterior à decisão, manifestações em apoio a Bolsonaro ocorreram em várias cidades do Brasil. No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, foi um dos organizadores do ato e, durante o evento, colocou o pai para falar com o público por telefone, usando o viva-voz.

A gravação da conversa foi compartilhada nas redes sociais. Nela, Bolsonaro declarou: “Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos.” Essa atitude foi interpretada pelo Supremo como uma clara violação das regras impostas, mesmo que ele não tenha usado diretamente seus próprios perfis.

Justiça vê tentativa de driblar medidas anteriores

Para o ministro Moraes, o ex-presidente agiu de forma calculada para continuar se manifestando. “Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu o magistrado.

A avaliação do STF é de que Bolsonaro mantém uma “influência ativa” no cenário político digital, apesar das proibições. Diante desse comportamento, o ministro entendeu que medidas mais severas eram necessárias para impedir novas infrações.

Tornozeleira, vigilância e restrição total de comunicação

Antes mesmo da prisão domiciliar, Bolsonaro já usava tornozeleira eletrônica, como parte das medidas cautelares. Esse equipamento permite à Justiça acompanhar a sua localização em tempo real.

Com a nova ordem, as regras ficaram ainda mais rígidas. Além da proibição de sair de casa, ele não poderá receber pessoas sem autorização prévia, e qualquer visitante está proibido de usar celular ou gravar qualquer tipo de conteúdo durante a visita. O ex-presidente também não pode acessar telefone, internet ou redes sociais, nem por meio de familiares, assessores ou aliados.

Este não é o único caso envolvendo Bolsonaro na Justiça. Ele também é investigado por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, além de outros episódios como o uso indevido de joias recebidas em viagens oficiais.

Mesmo com a prisão em casa, a situação do ex-presidente segue delicada. Ele e seus advogados devem recorrer da decisão, tentando reverter a ordem do STF. No entanto, enquanto isso não acontece, Bolsonaro permanece obrigado a seguir todas as determinações judiciais.

A decisão do Supremo reforça que ninguém está acima da lei, nem mesmo um ex-chefe de Estado. Moraes afirmou que a Justiça agiu com base em provas claras de desobediência.

Com a prisão domiciliar, o ex-presidente permanece sob vigilância, impedido de se manifestar politicamente ou influenciar outras pessoas. Caso volte a desrespeitar as regras, poderá ser enviado a um presídio comum. A nova fase do processo contra Bolsonaro mostra que a Justiça está disposta a impor limites mais rígidos diante de sucessivos descumprimentos.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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