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Brasil tem 3ª maior taxa de engajamento no ambiente de trabalho; entenda

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O Brasil aparece entre os países com maior engajamento no ambiente de trabalho, segundo a série de relatórios People at Work 2025, do ADP Research, centro de pesquisa voltado para o mundo do trabalho. A pesquisa ouviu quase 38 mil participantes de 34 países e identificou aumento global na dedicação dos trabalhadores às suas atividades profissionais.

O levantamento mostra que 19% dos trabalhadores no mundo se dizem totalmente engajados com seus empregos. A taxa representa um crescimento de cinco pontos percentuais em relação a 2020, quando o índice estava em 14%, conforme afirmou Nela Richardson, economista-chefe da ADP.

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Relatório global da ADP destaca aumento do engajamento entre trabalhadores brasileiros | Foto: Reprodução/Canva
Relatório global da ADP destaca aumento do engajamento entre trabalhadores brasileiros | Foto: Reprodução/Canva

Brasil registra 27% de engajamento entre trabalhadores

De acordo com os números, o Brasil ocupa a terceira posição global, com 27% dos entrevistados afirmando sentir engajamento total no trabalho. O percentual coloca o país à frente de economias maiores e mais industrializadas, segundo o relatório da ADP.

O estudo mostra que fatores como o ambiente de trabalho, o modelo de atuação e o contato com equipes influenciam diretamente o nível de comprometimento. No caso brasileiro, o levantamento indica que modalidades flexíveis têm impacto relevante nos resultados.

Trabalho híbrido lidera índices de satisfação no país

Entre os brasileiros entrevistados, os trabalhadores em modelo híbrido apresentam a maior taxa de engajamento. De acordo com os dados da ADP, 32% desse grupo afirmam se sentir totalmente engajados com suas atividades.

O relatório aponta que o poder de escolha sobre o modelo de trabalho contribui para essa percepção. A combinação entre dias presenciais e dias remotos é vista como um fator que melhora a rotina e permite maior equilíbrio para o trabalhador. A tendência também reflete a movimentação de empresas que têm retomado parte das atividades presenciais, ao mesmo tempo em que oferecem maior flexibilidade nas rotinas.

Modelo presencial ainda é o mais comum no Brasil e no mundo

Apesar da expansão do trabalho remoto e híbrido, a pesquisa mostra que a maior parte da mão de obra continua atuando presencialmente. No Brasil, 53% dos trabalhadores permanecem nesse modelo. Em escala global, o percentual chega a 56%, segundo os dados da ADP.

O relatório revela ainda que esse número aumentou dois pontos percentuais em 2025, indicando um movimento de retorno gradual aos espaços físicos das empresas. O crescimento está ligado a políticas internas e à reestruturação de setores que dependem de interação direta com equipes e clientes.

Qualidade das equipes influencia engajamento de forma significativa

O estudo People at Work 2025 também investigou o impacto da atuação em grupo no comprometimento dos trabalhadores, cerca de 90% dos funcionários que trabalham presencialmente fazem parte de equipes. O desempenho desse grupo tem relação direta com o nível de engajamento relatado.

Entre os entrevistados que consideram fazer parte de uma equipe de alto desempenho, 52% afirmam estar totalmente engajados no trabalho. Já entre aqueles que não percebem sua equipe como produtiva ou estruturada, apenas 10% declaram engajamento total.

Os números indicam que a dinâmica das equipes, o alinhamento interno e a clareza sobre funções e metas influenciam a satisfação profissional. A pesquisa não detalha setores específicos, mas aponta que o sentido de pertencimento ao grupo está relacionado à percepção positiva sobre o ambiente de trabalho.

Crescimento global aponta mudança no comportamento profissional

A economista-chefe Nela Richardson destacou, em declaração publicada pela CNN Brasil, que o engajamento tem aumentado desde a pandemia. Segundo ela, o movimento reflete adaptações ocorridas no período e a reorganização das prioridades profissionais dos trabalhadores.

O relatório People at Work é produzido anualmente pelo ADP Research Institute e considera índices de satisfação, bem-estar e comportamento organizacional. As informações são utilizadas por empresas e governos como referência para entender tendências do mercado de trabalho e mapear possíveis mudanças estruturais.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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