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Valor do prato feito sobe e já passa de R$ 31 no Brasil

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Almoçar fora de casa ficou ainda mais caro em 2026. O preço médio do tradicional prato feito chegou a R$ 31,90 em junho, após acumular alta de 7,2% desde janeiro, quando custava R$ 29,77. Em comparação com março, o aumento foi de 5,4%, segundo dados do Índice Prato Feito (IPF).

O levantamento chama atenção para um gasto que faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Considerando o valor médio registrado em junho, um trabalhador que almoça fora durante 20 dias úteis desembolsa cerca de R$ 638 por mês apenas com essa refeição.

O IPF é elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), instituição mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Preço do prato feito sobe e já passa de R$ 31 no Brasil
O índice acompanha exclusivamente o preço do prato feito, uma das refeições mais consumidas no país, formada por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição | Foto: Reprodução / Canva

Alta dos alimentos e dos combustíveis influencia o preço

O aumento do prato feito é resultado da combinação de diferentes fatores que pressionaram os custos ao longo do primeiro semestre. Entre eles estão a alta de parte dos alimentos, o aumento das despesas com mão de obra e os custos dos combustíveis.

Outro fator citado pela pesquisa foi o impacto econômico da guerra no Irã. O conflito elevou os preços do petróleo no mercado internacional, o que encareceu produtos como gasolina e óleo diesel. Como o transporte de alimentos depende principalmente de caminhões, esse aumento acaba chegando ao consumidor por meio do preço das refeições. Os alimentos também tiveram forte influência nesse cenário.

Dados do IBGE mostram que, no primeiro semestre de 2026, os tubérculos, raízes e legumes acumularam alta de 67,71%. O feijão-carioca, presente na maior parte dos pratos feitos, ficou 52,82% mais caro no período.

Além disso, hortaliças e verduras subiram 13,91%, enquanto as carnes registraram alta de 5,6%.

O arroz foi a exceção. O alimento apresentou uma pequena queda de 0,51% no período, mas isso não foi suficiente para compensar o aumento dos demais ingredientes da refeição.

Sul tem o prato feito mais caro do país

O levantamento também mostra que o preço varia bastante entre as regiões brasileiras. O Sul registrou a maior média do país em junho, com o prato feito custando R$ 34,90.

Na sequência aparecem:

  • Centro-Oeste: R$ 34,45;
  • Sudeste: R$ 31,99;
  • Nordeste: R$ 30,00;
  • Norte: R$ 29,99.

A diferença entre a região mais cara e a mais barata chega a 16,4%. Segundo a FAC-SP, fatores como o custo dos imóveis comerciais, despesas com transporte, mão de obra, logística, concorrência entre estabelecimentos e o perfil de consumo de cada região ajudam a explicar essa variação.

Índice acompanha um dos gastos mais comuns das famílias

Os responsáveis pelo estudo destacam que o Índice Prato Feito não substitui o IPCA, calculado pelo IBGE, que mede a inflação oficial do país. O objetivo do levantamento é acompanhar a evolução de uma refeição presente no dia a dia da população, permitindo entender de forma mais simples como o aumento dos preços afeta o orçamento das famílias.

A edição mais recente do índice reuniu 887 preços coletados nas cinco regiões do Brasil. A pesquisa foi realizada tanto em restaurantes quanto em aplicativos de entrega.

Com o prato feito mais caro e outros gastos também pressionados pela inflação, almoçar fora de casa continua exigindo um planejamento maior do orçamento, especialmente para quem depende dessa refeição durante toda a semana.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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