Mudar para o interior ou para fora da metrópole não é garantia de perfeição. Há questões que são impactantes, como: emprego estável, serviços adequados de saúde/educação, internet de qualidade, mobilidade. Para Laura Castro, por exemplo, a mudança se tornou ainda mais fácil porque ela já tinha trabalho remoto, planejamento financeiro e o anseio por uma rotina diferente.
Enquanto as capitais perdem jovens e talentos para cidades de menor porte, essas regiões ganham dinamismo econômico e novos perfis de consumo. A nova classe média, que antes orbitava em torno do glamour metropolitano, agora movimenta uma economia mais descentralizada — e ajuda a redefinir o centro do Brasil.