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Dólar fecha abaixo de R$ 6 pela primeira vez em 2025: o que influenciou essa queda?

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O que motivou a queda do dólar?

A forte queda do dólar nesta terça-feira, 22 de janeiro, pode ser vista como uma correção após um período de aumento constante da moeda, especialmente no final de 2024. Lucélia Freitas, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, explicou para o jornal Estadão que o recuo do dólar não deve ser interpretado como uma desvalorização abrupta, mas sim como uma “calibração” natural do mercado. Segundo ela, o dólar teve um aumento exponencial recentemente, e agora o mercado busca um ponto de equilíbrio.

A surpresa, no entanto, foi a magnitude dessa queda. “Esperávamos que o dólar ficasse próximo a R$ 6, mas hoje ele acabou rompendo essa barreira, o que é um movimento positivo”, afirmou Freitas. A especialista sugeriu que essa queda pode ser de curto prazo, sendo uma boa oportunidade para investidores aproveitarem o momento.

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Influência das declarações de Donald Trump

Eleito pela segunda vez, Donald Trump voltará à Casa Branca Imagem: Tia Dufour/The White House dólar
Para quem acompanha de perto os mercados, é importante observar as intervenções do Banco Central e as declarações internacionais, como as de Donald Trump, que continuam a influenciar a cotação da moeda americana | Foto: Reprodução/ Tia Dufour/The White House

Além da correção do câmbio, outro fator importante que influenciou o mercado foi uma declaração de Donald Trump sobre a imposição de tarifas sobre produtos importados da China.

Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, Trump anunciou que estava discutindo uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas, que entraria em vigor em 1º de fevereiro. Essa tarifa, no entanto, é bem abaixo dos 60% prometidos durante a campanha presidencial, o que, segundo analistas, diminui os temores de uma “guerra comercial” mais intensa.

Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destacou ao Estadão que a expectativa de uma tarifa mais baixa diminui o risco de uma valorização ainda maior do dólar, o que pode ter ajudado a suavizar as tensões no mercado de câmbio.

“Essa questão das tarifas já causava uma grande incerteza nos mercados, especialmente no câmbio, mas com a mudança de tom de Trump, a pressão sobre o dólar diminui”, comentou.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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