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Efeito “bola de neve”: saiba como sair das dívidas sem perder o controle emocional

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Como sair do efeito “bola de neve” sem perder o controle emocional

1. Reconheça o problema e mantenha a calma
O primeiro passo é reconhecer o tamanho da dívida e não entrar em pânico. Afinal, é essencial ter clareza sobre a situação e adotar uma postura racional.

Evite sentimentos de culpa ou vergonha, pois eles podem paralisar as ações necessárias para resolver o problema.

2. Levante todas as dívidas e priorize
Anote o valor total das dívidas, as taxas de juros e os prazos de pagamento. Priorize aquelas com juros mais altos, como o rotativo do cartão ou o cheque especial.

De acordo com a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), focar primeiro nas dívidas mais caras evita que elas continuem crescendo descontroladamente.

3. Negocie com os credores
Negociar é um direito do consumidor. Empresas como Serasa Limpa Nome e Consumidor Positivo oferecem feirões de renegociação com condições especiais.

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Em eventos desse tipo, é possível conseguir descontos de até 90% no valor total das dívidas. Por exemplo, uma dívida de R$ 5.000 pode ser quitada por R$ 500 dependendo das condições oferecidas.

Além disso, muitos bancos e financeiras oferecem opções de parcelamento com juros menores do que os aplicados no crédito rotativo.

4. Considere a portabilidade de crédito
A portabilidade permite transferir dívidas de uma instituição para outra que ofereça melhores condições. Segundo o Banco Central, essa prática é um direito do consumidor e pode reduzir significativamente o valor dos juros.

Por exemplo, um crédito pessoal com juros de 6% ao mês pode ser transferido para uma instituição que ofereça 2% ao mês, diminuindo o valor total a ser pago.

5. Crie um plano de pagamento realista
O ideal é que as parcelas das dívidas não comprometam mais do que 30% da renda mensal. Se a renda familiar é de R$ 3.000, o valor máximo das parcelas deveria ser R$ 900. Isso evita o risco de entrar novamente no ciclo de endividamento.

6. Busque apoio emocional e profissional
Além de orientação financeira, é importante buscar apoio psicológico para lidar com a ansiedade e o estresse. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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