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Alívio no bolso: alimentos mais baratos reduzem pressão da inflação

Perspectivas para os alimentos nos próximos meses

Embora a queda nos alimentos possa contribuir para uma desaceleração da inflação, outros custos podem neutralizar esse efeito. O aumento na tarifa de energia elétrica é o principal deles, já que impacta todas as famílias e tende a pesar mais nos orçamentos apertados.

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que as projeções para a inflação vêm caindo desde maio, chegando a 5,05% na estimativa mais recente. Esse cenário abre espaço para a possibilidade de redução da taxa Selic, que hoje está em 15% ao ano, já a partir do próximo ano. A Selic é a taxa básica de juros da economia e influencia diretamente o custo do crédito e o ritmo de consumo no país.

Apesar da boa notícia nas gôndolas dos supermercados, especialistas alertam que o preço dos mantimentos é volátil. Fatores como clima, safra e custos de transporte podem mudar rapidamente o cenário. Isso significa que, embora a queda atual seja positiva, ela não garante estabilidade a longo prazo.

Para as famílias, a orientação é aproveitar o momento para reforçar o planejamento das compras e, quando possível, criar reservas de alimentos não perecíveis. A oscilação de preços é parte natural do mercado e, para quem depende de cada centavo, estar atento a essas variações pode fazer diferença no fim do mês.

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