Importância política e próximos passos
O presidente Lula havia prometido, ainda em março, uma linha de crédito para ajudar famílias a realizar melhorias em suas casas. Segundo ele, a ideia é atender a quem precisa de “um puxadinho, um banheiro ou um quartinho a mais”. A medida faz parte de uma estratégia maior de política habitacional, junto com o programa Minha Casa, Minha Vida.
O novo crédito tem também valor político. Ao oferecer condições melhores de financiamento para famílias de baixa e média renda, o governo busca ampliar sua popularidade, especialmente entre a classe média, em um contexto de proximidade com as eleições.
As negociações para o desenho do programa envolveram ministros importantes, como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Jader Filho (Cidades), além dos presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Apesar do avanço, alguns detalhes técnicos ainda estão sendo ajustados. Entre eles, está a remuneração do Fundo Social, que também financia parte do Minha Casa, Minha Vida. Hoje, esse fundo recebe 4,88% ao ano nessa modalidade, com previsão de aumento para 6% em 2026. A mudança busca equilibrar as contas, já que a nova linha de reformas terá retorno menor para o fundo.
Com juros bem abaixo da média de mercado — que hoje chega a 55,5% ao ano no consignado e ultrapassa 100% no crédito pessoal —, a expectativa é que a linha de crédito se torne atrativa para milhões de famílias.


