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5 meses de bandeira vermelha: energia mais cara pressiona famílias e inflação no país

O Brasil completa cinco meses seguidos sob bandeira vermelha na conta de luz, o período mais longo desde 2021. Desde junho de 2025, o sistema tarifário opera nos patamares 1 e 2, com acréscimos de R$ 4,46 a R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Bandeira vermelha afeta orçamento das famílias
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve divulgar, nesta sexta-feira, 31 de outubro, a bandeira válida para novembro, e a expectativa é de manutenção do cenário atual | Foto: Reprodução /Canva

O impacto já aparece nos indicadores econômicos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a energia elétrica residencial subiu 10,31% em setembro, sendo o principal item de alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Apenas esse aumento respondeu por 0,41 ponto percentual do índice total de inflação no mês.

Além de pressionar as estatísticas, o valor mais alto da tarifa afeta diretamente o orçamento das famílias. Em média, os brasileiros destinam 18% da renda à conta de luz, proporção ainda maior nas periferias, onde o rendimento é mais baixo. No total, o país gasta cerca de R$ 200 bilhões por ano com eletricidade, montante que pesa tanto no custo de vida quanto nos preços de produtos e serviços.

Energia cara e histórico de bandeiras: quase quatro anos de cobrança extra

Dados da Companhia Campolarguense de Energia (COCEL) mostram que, entre 2018 e setembro de 2025, o Brasil registrou 36 meses de bandeira vermelha e 7 meses de escassez hídrica, somando 43 meses de tarifa mais alta em menos de nove anos. Isso equivale a quase 40% do período analisado com cobrança adicional nas contas de luz.

O ano de 2021 foi o mais crítico, com oito meses consecutivos de bandeira vermelha e escassez hídrica, criadas em meio à pior seca em quase um século. Já 2023 foi o único ano totalmente verde, sem acréscimos tarifários. Em 2025, o país voltou a enfrentar uma sequência prolongada — cinco meses seguidos de bandeira vermelha, o maior período desde a crise de 2021.

Do total de meses com bandeira vermelha desde 2018:

  • 17 meses foram de patamar 2, o mais caro do sistema;
  • 15 meses, de patamar 1;
  • e 4 meses alternaram entre ambos.

A bandeira amarela esteve presente em cerca de 20 meses, enquanto a verde predominou em 58 dos 105 meses avaliados, o que representa 55% do tempo com condições favoráveis.

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