[anhembi_header_banner]

5 meses de bandeira vermelha: energia mais cara pressiona famílias e inflação no país

Baixo nível dos reservatórios explica aumento

A Aneel atribui a permanência da bandeira vermelha ao baixo volume dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração do país.

Bandeira vermelha afeta orçamento das famílias
Com menos água disponível, o sistema depende das termelétricas, que funcionam à base de combustíveis e têm custo mais elevado | Foto: Reprodução / Canva

Esse aumento de despesa é repassado aos consumidores. Considerando a tarifa média nacional de R$ 0,72 por kWh, os acréscimos das bandeiras representam alta de até 10% no valor total da conta. Em uma residência com consumo médio de 200 kWh, a cobrança extra pode chegar a R$ 15,74 por mês, valor expressivo para quem vive com renda limitada.

Nas regiões mais vulneráveis, o efeito é proporcionalmente maior. Mesmo com menor consumo, famílias de baixa renda comprometem uma fatia maior do orçamento com eletricidade, reduzindo a capacidade de pagamento de outras despesas essenciais, como alimentação e transporte.

Evolução por ciclos: picos e períodos de alívio

O histórico das bandeiras mostra que o país atravessou três grandes ciclos de alta desde 2018:

  • 2018–2019: sucessivos meses de bandeira vermelha, sobretudo no patamar 2, em meio à escassez de chuvas.
  • 2021–início de 2022: o momento mais grave da década, com a criação da bandeira de escassez hídrica e forte impacto na inflação.
  • 2025: novo ciclo de alta, com cinco meses consecutivos de bandeira vermelha, impulsionado por reservatórios baixos e maior acionamento de termelétricas.

Esses movimentos demonstram a dependência do sistema elétrico brasileiro das condições climáticas. Em anos de chuva regular, a geração hidrelétrica garante estabilidade; nos períodos secos, o custo dispara e o consumidor sente o reflexo imediato.

Sugestões para você

Atualize-se.
Receba Nossa Newsletter Semanal