Para os anos seguintes, também houve revisão para baixo: a expectativa de inflação passou de 3,90% para 3,83% em 2027 e de 3,68% para 3,60% em 2028. Apesar das reduções, o índice segue acima do centro da meta oficial de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos — o que significa que o IPCA poderia variar entre 1,5% e 4,5% sem que o objetivo fosse considerado descumprido.
Na prática, a nova projeção indica um cenário de controle gradual da inflação, ainda que distante do objetivo traçado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA é o principal termômetro da inflação brasileira e serve de referência para reajustes de salários, aposentadorias e tarifas públicas.