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Comprar ou alugar imóvel: saiba como decidir considerando seu orçamento

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Estabilidade de renda pesa na escolha

Um dos principais fatores para decidir entre comprar ou alugar é a estabilidade da renda. Trabalhadores com vínculo formal e renda previsível tendem a ter mais facilidade para assumir financiamentos de longo prazo. Já profissionais autônomos, informais ou com renda variável podem enfrentar maior risco de inadimplência.

O IBGE aponta que uma parcela relevante da população ocupada no Brasil atua sem carteira assinada. Para esse grupo, o aluguel permite maior adaptação em períodos de queda de renda, já que o contrato pode ser rescindido ou renegociado com menor impacto financeiro do que um financiamento imobiliário.

Mobilidade e localização

Outro ponto relevante é a mobilidade. Alugar permite mudar de bairro ou cidade com mais facilidade, acompanhando oportunidades de emprego ou redução de custos. Comprar um imóvel, por outro lado, envolve despesas de escritura, registro e imposto de transmissão, o ITBI, que varia entre 2 por cento e 3 por cento do valor do imóvel, o que representa de R$ 4.800 a R$ 7.200 em um imóvel de R$ 240.000.

Esses custos tornam a mudança mais complexa e onerosa no curto prazo.

Comparação prática de custos

Em uma comparação simplificada, uma família que paga aluguel de R$ 1.000 por mês desembolsa R$ 12.000 por ano. Em dez anos, o total chega a R$ 120.000, sem considerar reajustes. No financiamento, a parcela inicial de R$ 1.600 representa R$ 19.200 por ano, além da entrada inicial de R$ 48.000.

Os números mostram que o financiamento exige maior esforço financeiro no curto e médio prazo, enquanto o aluguel dilui o custo ao longo do tempo, mantendo liquidez para outras despesas ou emergências.

Planejamento financeiro antes da decisão

Especialistas em educação financeira recomendam que a decisão seja precedida de planejamento detalhado. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas destaca que famílias devem manter uma reserva de emergência equivalente a pelo menos três meses de despesas fixas antes de assumir compromissos de longo prazo.

No caso de uma família com gasto mensal de R$ 3.000, a reserva recomendada seria de R$ 9.000. Esse valor ajuda a evitar inadimplência em caso de imprevistos, seja no aluguel ou no financiamento.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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