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Nova lei proíbe descontos automáticos no INSS e garante devolução de valores em até 30 dias

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Sequestro de bens e CPI continuam em andamento

A nova lei autoriza ainda o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas de envolvimento em crimes relacionados a descontos indevidos em benefícios do INSS. A medida pode atingir bens transferidos gratuitamente a terceiros ou patrimônios ligados a empresas das quais o investigado seja sócio.

No Congresso Nacional, segue em andamento uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar o esquema revelado pelas investigações. Após mais de três meses de trabalho, a comissão já ouviu mais de 25 testemunhas, incluindo ex-gestores da área previdenciária. Os trabalhos devem ser retomados após o recesso legislativo.

Vetos e limites da nova regra

Apesar do avanço na proteção aos beneficiários, houve veto ao trecho que previa busca ativa obrigatória por aposentados e pensionistas lesados. O governo argumentou que essa medida atribuiria ao INSS responsabilidades que não fazem parte de suas competências legais e poderia gerar custos adicionais sem previsão orçamentária.

Mesmo com o veto, a nova lei estabelece um marco mais rígido contra descontos indevidos, ao eliminar a cobrança automática, exigir autorizações mais seguras e definir prazo para devolução dos valores, trazendo mais previsibilidade e proteção para quem depende do benefício do INSS como principal fonte de renda.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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