Vendas continuam, mas crédito ao consumidor ficou mais caro
A situação da Casas Bahia também passa pelo comportamento dos consumidores. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, as vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 7,5% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025. Foi o quarto mês consecutivo de alta, enquanto o acumulado do ano registrou avanço de 3,8%.
Ao mesmo tempo, o custo do crediário típico do setor passou de 95,62% para 102,18% ao ano em 12 meses. O endividamento das famílias chegou a 82%, recorde da série da CNC, e a inadimplência das pessoas físicas subiu de 4,41% para 5,57%.
“Resumindo: vende-se mais e recebe-se pior. Para quem financia o próprio cliente, essa é a combinação mais difícil, porque o volume sustenta a operação enquanto a carteira se deteriora e o funding custa Selic de 14% mais spread”, comenta Cóta.
Funding é o dinheiro usado para financiar a operação. Já o spread é a diferença entre o custo de captação dos recursos e a taxa cobrada pela instituição ou empresa na operação de crédito.
No balanço da Casas Bahia, o repasse para instituições financeiras somava R$ 4,711 bilhões, relacionado ao crédito oferecido junto com as vendas.


