Desafios
Muitas mulheres encontram barreiras culturais e estruturais a serem superadas, especialmente em áreas dominadas por homens. Combater a discriminação de gênero ainda é um desafio.
Assim como acontece no Brasil, empreendedoras angolanas encontram dificuldades para obter crédito e investimentos para expandir seus negócios. O processo de abertura e formalização de empresas pode ser complexo e demorado.
No entanto, de acordo com o Conselho Federal de Administração (CFA), em relatório publicado em dezembro de 2024, Brasil e Angola estão no topo da lista quando o assunto é empreendedorismo feminino. Entre 43 países, Angola lidera com 51,1% e o Brasil, com 49,8%. Esses dados nos mostram que existe um mercado e que ele precisa ser validado.
O acesso à educação de qualidade, programas de capacitação e políticas que incentivem a equidade salarial são fundamentais para garantir um crescimento sustentável da representatividade feminina no país. Mentorias e redes de apoio complementam o desenvolvimento estratégico, capacitando – às para empreenderem de maneira crescente e lucrativa.
Inspirar novas gerações de líderes em Angola foi marcante para mim como profissional, mas, principalmente, como mulher. Precisamos continuamente fortalecer a presença feminina em todos os espaços, e esse trabalho, que diz tanto sobre nossas ancestrais, me enche de orgulho e esperança. Pois somos resultado da perseverança de mulheres que, para além dos seus interesses, impactaram toda uma sociedade — e isso se chama empreendedorismo feminino.


