A face de um país rico e, ao mesmo tempo, pobre
Acredite: a Nigéria é o 11º maior produtor mundial de petróleo. Faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A matéria-prima lidera as exportações do país, junto com o gás natural, que representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB). E não para por aí: da terra também são extraídos minério de ferro, estanho, carvão, zinco, nióbio, calcário e chumbo.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as redes seguras de saneamento chegam a menos de um terço da população urbana (29,5%) e a apenas 23,9% das pessoas que vivem na zona rural. O acesso à água potável também é muito baixo.
Os números são assustadores. Cerca de 4,4 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar no nordeste da Nigéria. Além disso, 37% dos habitantes vivem abaixo da linha da pobreza — aproximadamente 84 milhões de nigerianos — segundo levantamento do World Food Programme, organismo internacional que leva ajuda humanitária a áreas em conflito ou em recuperação de desastres e impactos das mudanças climáticas. Precisamos entender o motivo desse alto grau de miserabilidade.


