4. Hara Hachi Bu
“Não coloque no estômago (Hara) mais do que 80% do que você gostaria de comer (Hachi Bu).”
Essa é a ideia central dessa técnica, que basicamente ensina a evitar comer até se sentir completamente cheio.
E como isso se relaciona com produtividade e preguiça? Pense em como você se sente depois de uma refeição pesada, quando fica bem satisfeito. A vontade de dormir aparece, não é?
A solução está nessa prática, que vem de Okinawa, onde as pessoas seguem esse conselho para controlar o que comem.
A psicóloga Susan Albers explica que essa técnica ajuda a aprender a parar de comer quando você já está satisfeito, mas não completamente cheio.
De acordo com a Cleveland Clinic, ao olhar para o seu prato, imagine a quantidade que o faria sentir-se cheio e então calcule 80% dessa porção. Isso pode ser cerca de dois terços da comida no prato.
O objetivo é se sentir satisfeito, mas não excessivamente cheio.
5. Shoshin
Esse conceito vem do budismo zen e significa “mente de principiante”.
A ideia foi apresentada pelo monge Shunryū Suzuki, que afirmou que, na mente do principiante, há muitas possibilidades, enquanto na do especialista, há poucas.
Essa técnica nos ensina a abordar tudo o que fazemos com uma atitude aberta, sem julgamentos ou ideias pré-concebidas, não importa o quanto já saibamos sobre o assunto. É como faria alguém que está começando.
Isso nos ajuda a aceitar que não sabemos tudo. De acordo com a revista Forbes India, vários estudos mostraram que essa atitude de humildade traz muitos benefícios para quem a adota.
Por quê? Porque ver as coisas com curiosidade e uma mente aberta nos motiva a continuar, ser criativos e ter coragem para tentar coisas novas.
6. Wabi Sabi
O conceito de wabi-sabi é difícil de traduzir e até de definir na cultura japonesa.
Ele surgiu no taoísmo, durante a dinastia Song na China (960-1279), e depois foi adotado pelo budismo zen.
No início, wabi-sabi era visto como uma maneira de apreciar algo simples e modesto. Hoje, o termo abrange uma aceitação tranquila das coisas que são temporárias, naturais e até tristes, valorizando o que é imperfeito e incompleto em várias áreas, como arquitetura, cerâmica e arranjos florais.
Lily Crossley-Baxter escreveu que, ao buscarmos criar coisas perfeitas e tentar preservá-las, estamos ignorando seu verdadeiro propósito e perdendo a alegria que vem com as mudanças e o crescimento.
Quando pensamos em produtividade, em fazer algo ou em nos dedicar a um hobby, o wabi-sabi sugere que devemos abraçar a imperfeição em vez de nos preocuparmos demais com os detalhes. Em outras palavras: “o perfeito é inimigo do bom”.
Isso acontece porque, ao insistirmos na perfeição e ficarmos obcecados com cada pequeno detalhe, podemos acabar perdendo um tempo valioso.
Leia também: Saiba o impacto da educação empreendedora na formação de líderes


