No Brasil, a baixa escolaridade tem sido identificada como o principal fator de risco para o declínio cognitivo, uma condição relacionada a problemas de memória e doenças como a demência. Essa conclusão vem de um estudo liderado pelo professor Eduardo Zimmer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o apoio do Instituto Serrapilheira.

O estudo, publicado no periódico The Lancet Global Health (revista científica focada em pesquisas sobre saúde global e condições de saúde em diferentes regiões do mundo), apresenta uma nova perspectiva sobre os fatores que afetam a saúde mental da população idosa no Brasil e em outros países da América Latina.
Zimmer sugere que a falta de educação ao longo da vida pode ter impactos negativos, mais significativamente do que outros fatores como a idade e o sexo, que sempre foram vistos como os maiores responsáveis pelo declínio cognitivo.
O Instituto Serrapilheira, que ajudou na realização do estudo, destacou em nota que essa pesquisa é importante porque desafia algumas ideias que estavam sendo amplamente aceitas até agora. Tradicionalmente, acreditava-se que a idade avançada e o sexo eram os principais fatores de risco para a perda de memória e outras funções cognitivas.
No entanto, este estudo aponta que a educação desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde mental à medida que envelhecemos, especialmente em países como o Brasil, onde muitas pessoas não têm acesso a uma educação de qualidade.


