A situação do Brasil
No Brasil, o número de pessoas idosas com demência é expressivo. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais apresenta algum tipo de demência, o que representa aproximadamente 2,71 milhões de pessoas.
E a situação deve piorar: as projeções indicam que, até 2050, o número de pessoas com demência pode aumentar para 5,6 milhões. Esse aumento é um reflexo do envelhecimento da população brasileira e da falta de políticas públicas eficazes para cuidar da saúde mental dos idosos.
O estudo liderado por Eduardo Zimmer tem o objetivo de influenciar as políticas públicas do Brasil e de outros países da América Latina. A ideia é que os governos passem a ver a educação como uma das formas mais eficazes de prevenir o declínio cognitivo e outras doenças mentais na população idosa. A pesquisa sugere que, se o Brasil investir mais em educação de qualidade para todos, a longo prazo, o risco de demência pode ser significativamente reduzido.
A importância das políticas públicas
Para combater o crescente número de casos de declínio cognitivo e demência, é essencial que o Brasil implemente políticas públicas que incentivem a educação e o cuidado com a saúde ao longo de toda a vida. Isso inclui garantir que a população tenha acesso à educação, saúde mental e serviços de saúde de qualidade desde a infância até a terceira idade.
Além disso, é fundamental que o país tome medidas para reduzir a desigualdade social e econômica. A falta de acesso a uma boa educação, serviços de saúde precários e a pobreza são fatores que agravam os problemas de saúde mental e contribuem para o envelhecimento acelerado da população. Por isso, as políticas públicas devem focar também na melhoria das condições de vida das populações mais pobres, sendo as mais afetadas pela falta de recursos.
Investir em educação de qualidade para todos e em serviços de saúde para a população idosa é uma das formas mais eficazes de garantir que as pessoas possam envelhecer de forma saudável e sem o risco de sofrer com doenças cognitivas.
Também é importante incentivar a prática de atividades físicas, o cuidado com a saúde mental e promover o combate ao isolamento social, que também têm impacto significativo na saúde dos idosos.
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