A baixa escolaridade como o principal fator de risco
De todos os fatores analisados, a baixa escolaridade foi o que teve o maior impacto sobre o declínio cognitivo. Isso é especialmente relevante em um país como o Brasil, onde muitas pessoas não têm acesso a uma educação de qualidade. A falta de escolaridade pode prejudicar o desenvolvimento das habilidades cognitivas ao longo da vida e acelerar o processo de envelhecimento cerebral.
Além da educação, outros fatores também foram identificados como importantes para o declínio cognitivo, como problemas de saúde mental, falta de atividade física, consumo de tabaco, isolamento social e condições de vida mais difíceis.
Esses fatores, quando presentes em excesso, podem piorar a saúde mental e aumentar o risco de desenvolver demência e outras doenças cognitivas, principalmente entre as pessoas mais vulneráveis socialmente.
Curiosamente, o estudo mostrou que fatores como a idade avançada e o sexo não têm o peso que se imaginava. Embora a idade seja, sem dúvida, um fator de risco para várias doenças, quando se leva em conta outros elementos, como o nível de escolaridade, ela se torna um fator menos relevante para o declínio cognitivo. O estudo mostrou que, para o Brasil, a educação e as condições de vida têm um impacto muito maior na saúde mental dos idosos.


