O que mudou no cálculo do investimento?
Na prática, o governo brasileiro não diminuiu os gastos. O que aconteceu foi uma alteração na forma como a OCDE faz as contas. Até o ano passado, o relatório considerava apenas os 2 milhões de alunos de universidades públicas, que de fato recebem financiamento direto do governo federal e dos estados.
Em 2025, pela primeira vez, a organização decidiu incluir também os estudantes de universidades privadas no mesmo cálculo. Com isso, o número de alunos considerado subiu para cerca de 10 milhões. Como a maior parte desse grupo não recebe verbas públicas de forma direta, a média caiu drasticamente.
Ou seja, o mesmo valor total foi dividido por um número muito maior de alunos, o que fez parecer que o Brasil investe pouco em cada universitário.


